No ano de 1983, Denise Emmer lançou o CD Canto Lunar. título de uma das faixas. Pesquei no Youtube um belo vídeo da poeta cantando essa maravilha.
Se quiser acompanhar a letra segue abaixo:
Minha lua, navega serena
Vai de Ipanema, ao céu do Irã
Para ela, a moda não é tudo
A guerra não duvida o dia de amanhã
Minha lua, corre apaixonada
E a passarada, segue teu corcel
Ó lua, ó nua rainha
Ó a lua é minha, é de quem quiser
Oh a lua, a lua é das princesas
E com mais certeza será dos garis
Dos cantores, dos trabalhadores
Será dos autores, quando a noite cair
E será também dos prisioneiros
Será dos canteiros e do chafariz
Oh lua, lua é da cidade
Da humanidade, e de quem quiser
...
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Cara a cara
Depois de algum tempo,
tem gente que fica
feia na foto.
Eu, como nunca
fiquei bonito,
saio no lucro.
Depois de algum tempo,
o mundo pesa.
Porque é que
tem de ser assim?
Por que, hein?
Depois de algum tempo
a multidão muda de nome.
Chama-se agora: Solidão.
Depois de algum tempo,
as coisas tendem
a perder o frescor
e a gente vira
ostra de si mesmo.
Depois de algum tempo,
a gente de novo,
outra vez:
cara a cara
com os nossos
escombros.
...
tem gente que fica
feia na foto.
Eu, como nunca
fiquei bonito,
saio no lucro.
Depois de algum tempo,
o mundo pesa.
Porque é que
tem de ser assim?
Por que, hein?
Depois de algum tempo
a multidão muda de nome.
Chama-se agora: Solidão.
Depois de algum tempo,
as coisas tendem
a perder o frescor
e a gente vira
ostra de si mesmo.
Depois de algum tempo,
a gente de novo,
outra vez:
cara a cara
com os nossos
escombros.
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Ourinhos para sempre
As cidades são as pessoas
Na semana que passou estive em Ourinhos. Lá contei histórias, recitei poesias para as crianças e dei uma oficina de poesia falada e brinquedos para os professores da região. Fui muito bem recebido pelo pessoal da Secretaria de Cultura. A tropa não me poupou de mimos e atenção; a começar pela secretária Neusa Fleury - a quem eu insistia em chamar de Vera. Uma mulher comprometida em manter a chama da cultura viva. A cidade fervilha de eventos. Recentemente, aconteceu a Mostra de Curtas, Festival de Música e um projeto muito legal chamado "A(o)gosto das Letras". Como disse, me senti em casa. Acho que as cidades são as pessoas, jamais vou me esquecer de Ourinhos. Como não lembrar de figuras afetuosas como a dupla Marco Aurélio e Rogério; o risonho Dentinho - figuraça!; sem falar da serelepe Solange; da graciosa Tati; da dedicação ampla, total e irrestrita da Beth da Biblioteca, a atenção da Valquiria! Isso tudo sem contar a satisfação que tive em trocar afetos com os professores e alunos.
(...)
Quando ia deixando Ourinhos com destino a Osasco, o telefone tocou: era ele. O meu amigo Joel Leandro Queiroga, de Londrina. - E aí cara, que horas você chega aqui! Tentei inventar uma história, mas não teve jeito. Senti um muxoxo na voz do meu amigo: - poxa! Você não vem! Hoje é aniversário da Piti, tá todo mundo lá: O Angelo tá assando uma carninha, vai ter até lingüiça de carneiro. Pô, tô triste! - choramingou. Tentei argumentar que até Londrina seriam mais 200 quilômetros, mas não teve jeito. Joelito contra-argumentou: - O que são 200 quilômetros!
Nada, quase nada. E lá fui eu feliz da vida pra Londrina ouvindo Ceumar, Kléber Albuquerque e Evandro Camperom. Como diria o Caetano Veloso: "gente é outra alegria, bem diferente das pessoas".
É... como já disse: as cidades são as pessoas.
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(...)
Quando ia deixando Ourinhos com destino a Osasco, o telefone tocou: era ele. O meu amigo Joel Leandro Queiroga, de Londrina. - E aí cara, que horas você chega aqui! Tentei inventar uma história, mas não teve jeito. Senti um muxoxo na voz do meu amigo: - poxa! Você não vem! Hoje é aniversário da Piti, tá todo mundo lá: O Angelo tá assando uma carninha, vai ter até lingüiça de carneiro. Pô, tô triste! - choramingou. Tentei argumentar que até Londrina seriam mais 200 quilômetros, mas não teve jeito. Joelito contra-argumentou: - O que são 200 quilômetros!
Nada, quase nada. E lá fui eu feliz da vida pra Londrina ouvindo Ceumar, Kléber Albuquerque e Evandro Camperom. Como diria o Caetano Veloso: "gente é outra alegria, bem diferente das pessoas".
É... como já disse: as cidades são as pessoas.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
A Casa da Mãe Joana
O Gabriel Perissé me deu uma dica de livro muito legal, a qual compartilho aqui com você, trata-se do livro de Reinaldo Pimenta A Casa da Mãe Joana - Curisosidades nas origens das palavras e marcas. Você vai se deliciar com a origem das coisas como por exemplo: Por que uma pessoa é cheia de nove horas? Vai entender também onde Judas perdeu as botas ou como surgiu a expressão mandar alguém plantar batatas. Deste livro separei uma curiosidade sobre a palavra anfitrião.
A Casa da Mãe Joana
Editora Campus
...
ANFITRIÃO
Do grego Amnphitrýõn, aquele que causa devastação por toda parte. Segundo a mitologia grega, Anfitrião vivia em Tebas, casado com Alcmena. Para vingar os irmãos de Alcmena mortos pelos filhos do rei da Ilha de Tafos, Anfitrião viaja para lá em guerra. Dizem que o resultado da luta - uma vitória devastadora de Anfitrião - é que teria originado o nome dele. A explicação é estranha: como é que então Anfitrião era chamado antes da guerra? Se tiver existido em grego um nome significando "aquele que ainda vai causar devastação por toda parte", é esse.
Enquanto isso Zeus inventa mais uma das suas: dar ao mundo um heroi como nunca existiu. Para a mãe da criança, escolhe a mulher mais bela de Tebas. Quem? Claro, Alcmena. Ciente da fidelidade da esposa ao marido, Zeus se aproveita da ausência dele, desce ao mundo dos mortais e, fingindo ser Anfitrião (sem maquiagem e sem efeitos especiais!), passa 72 horas de amor com Alcmena. Ainda se fazendo passar por Anfitrião, oferece um grande banquete na casa do marido ausente.
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A Casa da Mãe Joana
Editora Campus
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ANFITRIÃO
Do grego Amnphitrýõn, aquele que causa devastação por toda parte. Segundo a mitologia grega, Anfitrião vivia em Tebas, casado com Alcmena. Para vingar os irmãos de Alcmena mortos pelos filhos do rei da Ilha de Tafos, Anfitrião viaja para lá em guerra. Dizem que o resultado da luta - uma vitória devastadora de Anfitrião - é que teria originado o nome dele. A explicação é estranha: como é que então Anfitrião era chamado antes da guerra? Se tiver existido em grego um nome significando "aquele que ainda vai causar devastação por toda parte", é esse.
Enquanto isso Zeus inventa mais uma das suas: dar ao mundo um heroi como nunca existiu. Para a mãe da criança, escolhe a mulher mais bela de Tebas. Quem? Claro, Alcmena. Ciente da fidelidade da esposa ao marido, Zeus se aproveita da ausência dele, desce ao mundo dos mortais e, fingindo ser Anfitrião (sem maquiagem e sem efeitos especiais!), passa 72 horas de amor com Alcmena. Ainda se fazendo passar por Anfitrião, oferece um grande banquete na casa do marido ausente.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Ourinhos
Daqui a pouco pego a estrada rumo a Ourinhos, interior de São Paulo. Na mala, muitos guardados de afeto, os quais desejo soprar aos ouvidos dos professores e alunos que vão participar das duas atividades que preparei para estes encontros. Amanhã, às 15 horas, apresento O pinto pelado no reino dos trava-línguas e outras histórias para a meninada. No sábado, das 8 às 12 horas, darei uma oficina de poesia falada para os professores.
Na volta dou mais detalhes.
Na volta dou mais detalhes.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A utilidade do conhecimento*
Foto: Alberto de Camargo

Francisco Marques, o Chico dos Bonecos, escreveu um livro fundamental para quem gosta de ensinar e aprender, é o Muitas coisas, poucas palavras - A oficina do professor Comênio e a arte de ensinar e aprender, (Editora Peirópolis). É um livro para ler, ouvir e voar. Peço licença ao autor e publico aqui um trecho, onde o Chico nos fala sobre a utilidade do conhecimento.
...
O professor narra a utilidade daquele conhecimento no cotidiano das crianças.
O aluno, portanto, não aprende apenas para a escola, aprende também para a vida.
Assim, ligando o conhecimento à própria vida, o aluno vai aprender e vai sentir que está aprendendo. O aluno vai saber duas vezes: saber a coisa e saber que sabe.
Bem-te-vi quer que eu te veja.
Louva-a-deus quer que eu te louve.
Quem me dera se eu caísse, Beija-Flor,
nos braços de quem me ouve.
(Melodia: Domínio público. Letra: Francisco Marques
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Francisco Marques, o Chico dos Bonecos, escreveu um livro fundamental para quem gosta de ensinar e aprender, é o Muitas coisas, poucas palavras - A oficina do professor Comênio e a arte de ensinar e aprender, (Editora Peirópolis). É um livro para ler, ouvir e voar. Peço licença ao autor e publico aqui um trecho, onde o Chico nos fala sobre a utilidade do conhecimento.
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O professor narra a utilidade daquele conhecimento no cotidiano das crianças.
O aluno, portanto, não aprende apenas para a escola, aprende também para a vida.
Assim, ligando o conhecimento à própria vida, o aluno vai aprender e vai sentir que está aprendendo. O aluno vai saber duas vezes: saber a coisa e saber que sabe.
Bem-te-vi quer que eu te veja.
Louva-a-deus quer que eu te louve.
Quem me dera se eu caísse, Beija-Flor,
nos braços de quem me ouve.
(Melodia: Domínio público. Letra: Francisco Marques
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